Um grupo de residentes do distrito da Manhiça denuncia alegados actos de intimidação, agressão física e detenções arbitrárias contra jovens identificados como membros do partido ANAMOLA, numa situação que consideram “grave” e que, segundo afirmam, requer intervenção urgente das autoridades competentes.
De acordo com um relato partilhado por familiares, os factos terão ocorrido na tarde de ontem, quando um grupo de jovens decidiu realizar trabalhos de limpeza em algumas vias da comunidade, cortando capim e podando árvores que, alegadamente, já estariam a obstruir estradas e a criar insegurança para os moradores.
Segundo a denúncia, os jovens iniciaram os trabalhos por volta das 6h30 e permaneceram no local até cerca das 15h00. Pouco depois, por volta das 15h45, um cidadão identificado como membro da FRELIMO terá questionado os motivos da intervenção. Ainda conforme o relato, após uma troca de palavras, o referido cidadão terá proferido alegadas ameaças, advertindo os jovens para que abandonassem a actividade.
Perante o sucedido, os jovens terão-se dirigido a um posto policial local para reportar o caso, sendo posteriormente orientados a formalizar a queixa no comando distrital da Manhiça.
No entanto, familiares denunciam que, já durante a noite, indivíduos não identificados terão se deslocado à residência de um dos jovens envolvidos. Na ocasião, segundo o testemunho, uma mulher — cunhada de um dos visados — foi interpelada e posteriormente alegadamente agredida. A família afirma ainda que vários jovens associados à ANAMOLA terão sido detidos e encaminhados para celas na Manhiça e para a esquadra da Maragra, alguns dos quais, alegadamente, após sofrerem maus-tratos.
Até ao momento, não há um posicionamento oficial das autoridades policiais locais sobre as acusações. Também não foi possível obter reacção das estruturas distritais da FRELIMO relativamente às alegações.
Familiares e residentes apelam à intervenção das autoridades judiciais e de entidades de defesa dos direitos humanos para apuramento dos factos e eventual responsabilização dos envolvidos, sublinhando que os jovens permanecem detidos desde ontem, alegadamente sem acusação formal.
O caso está a gerar preocupação na comunidade, que pede esclarecimentos urgentes e garantias de respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos.

